segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Rali Cerapió 2012 começa dia 24 na praia do Cumbuco | CE




Com 25 anos de existência, o Rali Cerapió (também conhecido por Piocerá) é uma competição off-road de regularidade, na qual competem motos, quadris, carros e bicicletas. A próxima edição será entre os dias 24 e 27 de janeiro, somando 1.000 km entre Fortaleza e Teresina.

Carros e quadriciclos terão um percurso próprio, enquanto as motos farão rotas parcialmente separadas e as bicicletas irão por trilhas completamente distintas.

Este é um rali de regularidade – onde quem vence não é o mais rápido, mas sim aquele que mantém o ritmo mais estável e consegue chegar aos postos de controle mais próximo dos horários pré-determinados nas planilhas.

Como essa é uma das maiores provas do gênero no país, ela servirá como etapa de abertura para o Campeonato Brasileiro de Rali Cross-Country de Regularidade. Ainda há vagas, e as inscrições ficam abertas até dia 15.

Uma curiosidade sobre os nomes desse rali: nos anos pares, o rali se chama Cerapió, com os pilotos largando do CEaRÁ e chegando no PIauí. Nos anos ímpares, os competidores fazem o rali no sentido inverso e a prova é chamada então de PIoCERÁ.

Roteiro completo de 2012:

Para este ano, a organização promete um nível técnico mais exigente para os veículos, sem deixar de lado as belas paisagens da região. “A prova está bem difícil e técnica. O primeiro dia será muito bonito, passando por praias e dunas. Quem for, vai ficar satisfeito”, disse  José Carlos da Conceição, diretor de prova.

Os competidores devem chegar ao local de largada no domingo (23), onde irão fazer vistoria, terão o briefing e receberão um coquetel de boas-vindas. No dia seguinte, acontece a primeira largada, às 8 horas da manhã. Cada etapa terá em média 6 horas de duração. Confira abaixo os detalhes do percurso.

» 1ª etapa (24/1, terça-feira)

No primeiro dia de competição, carros, motos e quadris farão o mesmo trajeto pelo menos em 90% do tempo. A saída é em Fortaleza, seguindo pela costa até a cidade praiana de Trairí. Serão 201 km, com muita areia e dunas, especialmente no início, além de vários balaios, que são locais onde o circuito é em laço, o que costuma confundir os navegadores.
Esta perna deve ter os horários de passagem pelos postos de controle bem justos, o que diminui ainda mais a margem para erros.

» 2ª etapa (25/1, quarta-feira)

De Trairí, a prova segue por 260 km rumo a Sobral, no interior do Estado. O percurso passa por muitas estradas de terra e depois de areia, entrando em fazendas de caju. A etapa chega à cidade de Uruburetama, onde começam as serras, indo até Itapipoca. Nesse percurso, os pilotos chegam a 985 km de altitude, com trechos bem diferenciados entre motos e veículos de quatro rodas.

Para as motos, o destaque é o Morro do Pau Alto, com 10 km de subida em trilha fechada. Por fim, os competidores seguem margeando uma estrada de ferro, em terreno com muito cascalho duro, até chegar a Sobral. Este último trecho foi utilizado no primeiro rali Cerapió, em 1987.

» 3ª etapa (26/1, quinta-feira)

Com 246 km, esta etapa começa subindo a Serra do Jordão, chegando a 700 metros de altitude. Nessa parte, as motos irão percorrer um caminho separado dos carros e dos quadris, enfrentando descidas em trilhas fechadas. Depois, os pilotos seguem pela caatinga, passando entre fazendas, com terreno de cascalho e pedras duras.

Em seguida, a prova atravessa a Serra da Ibiapaba, também conhecida como Serra Grande, que divide o Ceará do Piauí, e vai por uma grande estrada de terra batida, para depois cair em um areião, que lembra os Lençóis Maranhenses. A chegada em Pedro II é feita pelo Morro do Gritador, um ponto turístico da cidade.

Para os carros, esse é um dia no qual também haverá predominância dos laços, para avaliar a habilidade de navegação dos competidores.

» 4ª etapa (27/1, sexta-feira)

O último dia de prova será o mais longo, com 275 km, e trajetos totalmente separados entre veículos de quatro rodas e motocicletas. Carros e quadris seguem os primeiros 10 km do trajeto por estradas predominantemente de terra e areia, passando por dentro de uma mata de caatinga.

A segunda parte da etapa começa no município de Campo Maior, passando principalmente por pastos e campos de carnaúba. Nas motos, o percurso começa passando por muitas trilhas, cheias de pedras soltas. As motos passam por trilhas entre morros, passando pelo Vale dos Dinossauros, que apresenta muitas pedras e grande dificuldade aos pilotos. A chegada será na ponte estaida de Teresina.

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